17.9.07

DiVino

Abriu recentemente em Palmela um novo espaço comercial que vos quero dar a conhecer, primeiro por ser de duas pessoas que me são muito, mas mesmo muito queridas, e que se empenharam de alma e coração neste projecto, e segundo porque o considero uma verdadeira lufada de ar fresco para a Vila.

Estou a falar do DiVino, um café gourmet / adega / galeria de arte, que ocupa o edíficio da antiga galeria S. Tiago, na Rua Serpa Pinto. A ideia dos proprietários foi juntar num mesmo espaço estas três vertentes, ou seja:

- uma adega recheada de uma grande variedade de vinhos de excelente qualidade, alguns produzidos na nossa região, e aqui vendidos ao copo, ou seja, sem termos a obrigatoriedade de ter de levar a garrafa para casa. E para os vinhos não cairem em "saco vazio", como se costuma dizer, os mesmos podem ser acompanhados com uma selecção cuidadosa de pão caseiro, queijos e enchidos desta zona. Delícias...

- um café gourmet, aonde prevalecem essencialmente os doces tradicionais, como as tortas e os queijinhos de azeitão, fogaças, doces confeccionados pela nossa Confraria Gastronómica, uns chocolates exclusivos da casa que são de comer e chorar por mais... Enfim, uma verdadeira perdição. A acompanhr estas delícias aconselho a experimentarem o café (exclusivo da casa), chás de origem biológica, sumos naturais, etc.. Verdadeiras tentações...

- a galeria de arte (para nos deliciar a vista, pois porque esta vida não é só comida). Neste momento estão lá expostos alguns quadros da Ana Correia, uma artista muito jovem cá da terra, mas estão já previstas muitas outras exposições, assim como algumas surpresas a outros níveis culturais…

Tudo num espaço extremamente agradável, como podem ver nas fotos. O ambiente é muito descontraído, mas ao mesmo tempo sereno e sofisticado. Quem lá vai é muito bem recebido quer pela Tânia (que é um amor), pela Nanda ou pelo Sérgio.

Esta equipa está toda de parabéns, pois há muito tempo que Palmela merecia ter um espaço assim.

a entrada da adega no piso térreo:



o piso térreo:


o primeiro andar aonde funciona o café:

15.9.07

Blueberry Pie

Se já gosto de tartes salgadas, de doces então nem vos conto. Perco-me, de coração, por uma tarte recheada de fruta, seja ela qual for. E por isso mesmo andava há já algum tempo com muita vontade de experimentar as famosas tartes de mirtilhos (aquelas que vemos nos filmes americanos, muitas vezes a arrefecer nos parapeitos das janelas da cozinhas, ou nas refeições do dia de acção de graças). Por isso quando um dia destes encontrei no supermercado mirtilhos frescos, não hesitei, comprei-os logo e fui para casa a correr, cheia de vontade de experimentar.

A receita encontrei-a no site da Martha Stewart, e não podia ser mais fácil. O resultado, acreditem-me foi uma verdadeira surpresa. Ficou divinal. Aconselho todas a experimentarem, pois é uma verdadeira delícia.

Ingredientes para a massa areada:

2 1/2 chávenas de farinha:
1 colher de chá de sal
1 chávena de manteiga sem sal, gelada, e partida aos pedaços
1/4 de chávena de água gelada


Mistura-se numa tigela ou num robot de cozinha a farinha, o sal, e a manteiga até se conseguir uma espécie de "crumble" (não se deve amassar demasiado esta mistura). Junta-se a água bem gelada (este pormenor é muito importante para obter o sucesso da massa areada) e continua-se a trabalhar a massa, mas só o suficiente até se conseguir formar uma bola. Coloca-se a massa em cima de uma superfície enfarinhada. Divide-se esta bola ao meio e coloca-se cada metada dentro de um saco de plástico que se levam ao frigorífico durante uma hora (pelo menos).



Entretanto pepara-se o recheio:

Deitam-se cerca de 500 gr. de mirtilhos para uma tigela grande. Aos mirtilhos junta-se 1/2 chávena de açucar, duas colheres de sopa de farinha maisena, o sumo de meio limão e 2 colheres de sopa de manteiga partida aos pedacinhos. Envolve-se tudo com uma colher.


Tira-se então a massa do frigorífico. Estendem-se as duas metades, e com uma delas forra-se uma forma de tarte. Recheia-se com a mistura de mirtilhos e cobre-se com a segunda metade de massa, à qual se fizeram uns cortes.


Bate-se um ovo com uma colher de sopa de natas e pincela-se com esta mistura a tarte.

Leva-se a tarte a assar em forno moderado durante 20 minutos, ou até a massa estar douradinha.

Tarte de camarão com espinafres


Adoro tartes, principalmente pela sua versatilidade, e raramente faço duas iguais, pois na maior parte das vezes servem para "limpar" o frigorífico.

Contudo, e isto não é para me gabar (cof, cof), penso que ficam sempre muito boas. Esta não fugiu à regra, e desta maneira consegui acrecentar uma dose extra de vegetais à refeição das minhas filhas que desta maneira os comem e ainda pedem para repetir. Vão-se lá perceber as crianças...

Os ingredientes para a massa são os que já postei para a quiche de courgetes que publiquei em Julho e que podem ver aqui:

O recheio foi feito da seguinte maneira:

Numa frigideira faz-se um refogado com uma cebola picada. Deixa-se amolecer junta-se depois um alho francês às rodelas e uma courgete aos cubos. Quando o refogado estiver apurado acrescenta-se uma embalagem de miolo de camarão congelado e um saco de espinafres frescos já preparados. Tempera-se com sal e pimenta.

Deita-se este preparado dentro da forma de tarte (que já deve estar forrada com a massa). De seguida batem-se 3 ovos a que se mistura uma embalagem de natas. Temperam-se também com um pouco de sal e pimenta e despeja-se cuidadosamente esta mistura por cima dos legumes.

Leva-se então a tarte a assar em forno médio, durante aproximadamente meia hora.

6.9.07

Coelho guisado com feijão encarnado na crok-pot


Continuando com as experiências com a minha crok-pot (lembram-se daquela panela lenta que comprei à uns dias), decidi fazer um coelhinho (caseiro) guisado com feijão encarnado. Receita que é muito apreciada cá por casa. O resultado agradou-nos bastante. O coelho ficou muito tenrinho e saboroso e os legumes com a consistência ideal, nem muito duros nem muito desfeitos. O melhor de tudo foi o facto de que preparei tudo durante a minha hora de almoço, liguei a panela, e quando cheguei a casa por volta das cinco horas da tarde estava acabadinha. Perfeita. E o cheiro que invadia a casa era divinal.

Estou mesmo a ficar fã da minha crok.

Fiz então assim:

Temperei o coelho, partido aos pedaços, com sal, pimenta e alho em pó. Alourei-o numa frigideira com azeite. Dentro da crok coloquei uma cebola picada, duas cenouras e uma courgete, tudo partido em pedaços pequeninos, uma lata grande de feijão encarnado e uma lata pequena de tomate aos pedaços. Temperei com sal e pimenta. Por fim coloquei o coelho por cima dos legumes. Fechei a panela. Liguei-a no low e fui-me embora. Ao fim de cinco horas, a refeição estava pronta, tal como podem ver na foto. A única coisa que fiz depois foi um arroz branco para acompanhar.

Só mais uma nota, antes do jantar, ainda tive tempo para ir com as minhas princesas até à biblioteca e passear um bocadinho. Perfeito.

Doce de figo


Para aproveitar uma boa quantidade de figos que me ofereceram e que já se estavam quase a passar, fiz este docinho.

Ingredientes:
800 gr. de figos bem maduros
500 gr. de açúcar (todas as receitas dizem para usar a mesma quantidade de fruta e de açucar, mas eu achei por bem reduzir o açucar por os figos já serem demasiado doces)
1 limão partido aos bocadinhos bem pequeninos, bem limpo de peles brancas
1 pau de canela

Lavam-se muito bem os figos. Se os mesmos forem muito grandes partem-se aos quartos (não era o caso). Misturam-se todos os ingredientes num tacho (ou como eu fiz, na bimby) que se leva a lume médio/baixo durante 50 minutos, tendo o cuidado de se ir mexendo com frequência para o doce não se pegar ao tacho.

Serve para acompanhar torradas quentinhas, scones, bolachas, tostas... Enfim, é um regalo.

5.9.07

Festa das Vindimas

Ao fim de 5 esgotantes dias, a festa chegou ao fim e apenas hoje é que tive um pouquinho de tempo livre para poder colocar aqui algumas fotos. Isto é apenas uma pequena amostra do que por aqui se fez. Durante estes cinco dias houve muito para ver: os stands de venda das várias casas produtoras de vinhos, entre os quais o famoso Moscatel; os stands das frutas (uvas, figos, ameixas); as largadas de touros; o cortejo com a Rainha; muitas diversões... Infelizmente, nem sempre me lembrava de levar a máquina fotográfica para a rua... Para o ano haverá mais. Espero que gostem

Os camponeses à espera do início do cortejo:

As uvas a serem levadas pelas ruas, até à Igreja de São Pedro, para serem pisadas:


A pisa da uva.
O primeiro mosto desta colheita, que depois foi benzido .

João Albino, ilustre Mestre Confrade da Confraria Gastronómica de Palmela, de que podem ver mais detalhes aqui:


Dos doces tradicionais confeccionados pela nossa Confraria, estes são os meus preferidos, os Santiagos. São uns pasteis com recheio de doce de ovos e amêndoas, deliciosos.


As fogaças, feitas com massa de pão, à qual se mistura açucar, ovos, canela, erva doce e aguardente (entre outras coisas). Irresistíveis.
Licores de alfarroba, figo e poejo. Uma tentação.